
Eu ainda vou aprender a lidar com perguntas de pessoas invasivas.
Sou o "tipo do cara" que parece uma "casa sem cercas": volta e meia nego está me invadindo.
São aquelas senhoras (sim, porque eu não me sinto uma senhora,e sim uma "menina")que quando reencontram com você depois de anos,e nesse meio tempo parecem paparazzi da revista CARAS:querem saber de toda a sua vida em meia hora.
Todo mundo deve passar por isso na vida.Aquelas perguntas que chegam a doer quando são feitas, e a gente nunca sabe o que responder:
-Mas você se separou? Por que?
-Você não quis se casar?
No meu caso existe a pergunta que mais dói:
-Você não quis ter outro filho?
Aí eu tenho que "abrir o livro da minha vida" e contar a longa e dolorida história de uma gravidez nas trompas, que me fez passar muito mal, seguida de uma depressão que me fez desistir de querer ter outro filho. E aí, parece que a pessoa não se satisfaz e ainda aconselha:
-Ah, mas você é nova...Um filho só não é bom não...
Nada contra as pessoas invasivas que nos querem bem. Mas quem souber de técnicas, ou frases de efeito, para lidar com este tipo de invasão, eu agradeço. Como uma amiga minha uma vez, que se saiu com essa no reencontro com uma velha colega de curso. As duas não se viam há muito tempo:
- Menina, como você engordou!
- É, mas eu continuo muito educada.






