sábado, 18 de agosto de 2012

MEMÓRIA AFETIVA

Esses dias estava assistindo na TV a um filme antigo,THE PARENT TRAP,conhecido no Brasil como O GRANDE AMOR DE NOSSAS VIDAS, a história de duas gêmeas que foram separadas na separação dos pais.Uma das gêmeas morava com a mãe,e a outra morava com o pai.Num acampamento de férias,elas acabam se conhecendo por acaso.No início passam a se odiar,mas depois que se descobrem irmãs acabam armando um plano para os pais voltarem. Elas trocam de lugares .A que morava com o pai vai passar uns tempos com a mãe,que não conhecia. E vice-versa. A gêmea que vai morar com a mãe,encontra pela primeira vez com o avô materno.Quando ela o abraça,passa a cheirar sua roupa,seu cabelo,causando um certo constrangimento no velho senhor. - O que você está fazendo,menina? - Construindo uma memória afetiva.- disse ela continuando a cheirar. - Como assim ? - Mais tarde,quando eu estiver me lembrando do senhor,ou contando sobre o senhor para os meus filhos,quero me lembrar não somente do senhor,mas do cheiro que eu sentia quando a gente se abraçava ou conversava. Fiquei tentando usar esta “metáfora” para a vida da minha empresa.Pensando em criar uma “memória afetiva”,como eu sinto quando vou a um local bacana.Na Loja M.Martan eu sinto o cheiro da porta,e me traz ótimas referências sobre ela.No consultório da minha médica,o aroma que ela colocou foi Lavanda Pop,misturando com o cheiro do café delicioso que ela sempre prepara pra mim no maior carinho. Enquanto tento encontrar um “cheiro especial” para colocar na minha empresa para trazer “memórias afetivas” para os clientes,procuro pensar nas ocasiões em que os cheiros estiveram presente na minha vida profissional e pessoal e o quanto foram importantes.

quinta-feira, 29 de março de 2012

"Os "petit-gateau" que encontramos na vida."





Ontem saí com duas amigas minhas para relaxar. Ultimamente tenho procurado equilibrar PRAZERES/DEVERES. Quando a gente se enche de “deveres”(e isso é muito fácil de acontecer,principalmente a gente que é mulher ) e fica com poucos “prazeres” a gente acaba “descompensando”.Então,temos que buscar todas as chances de termos pequenos prazeres (diários ou semanais).

Como toda quarta-feira, ontem teve promoção de PETIT GATEAU numa sorveteria perto da minha casa. Em dias de semana eu procuro evitar as calorias: doces, sorvetes,massas e bebidas alcoólicas (principalmente depois que entrei na academia e comecei a me cuidar melhor).Mas ontem,mais precisamente ontem,eu estava com uma “sede de prazer” muito grande.Então,resolvi me proporcionar um “mimo”,cuidar um pouco de mim como se fosse ainda uma garota de 10 anos de idade,que está saindo com as amigas para se divertir.Uma garota que acha normal tomar um Petit Gateau em plena quarta-feira, e conversar horas e horas com as amigas sem pensar em nada. Nada de computar calorias. Nada de me questionar porque estou saindo com as amigas em plena quarta-feira. Afinal, não é todo o dia que temos uma promoção de sorvete perto da gente.

Então, com a jovialidade mental que adquiri me imaginando de novo com os meus 10 aninhos de idade, saboreei cada pedacinho daquele PETIT GATEAU como se fosse o primeiro e o último PETIT GATEAU da minha vida.

Hoje de manhã,chegando na Academia,subi na balança ,para ver “quanto” aquele Petit Gateau tinha me “pesado”. De 73,90 Kg que eu tinha pesado na terça, passei para 74,10. Ou seja: 200 gramas. Ainda assim valera a pena. E como valera!

Tentei fazer uma metáfora com relação a vida .Muitas vezes temos que abrir mão do controle,de uma vida muito metódica e certinha,para termos acesso as pequenas fontes de prazer que a vida oferece.Lembrei da infância,das várias coisas que gostava de fazer e que parei,muitas vezes até por preguiça,ou comodismo.Lembrei de como gostava de praia, e jamais economizava “cabelo” para tomar um bom banho de mar por causa de uma escova.Depois que cresci, fico me “economizando”,não somente nos banhos de mar,mas nos passeios com os amigos,nas risadas que deixei de dar a toa,nas várias coisas que não me permito mais fazer preocupada com o custo-benefício do que faço,e muitas vezes com que os outros possam pensar de mim.Até sonhos passei a economizar para não correr o risco de não vê-los tornar-se realidade.

Uma hora a gente aprende que não vai ficar aqui para sempre.Que os “Petit-Gateau” da vida estão aí para serem saboreados,sem culpa,e sem pretensão de serem saudáveis.As coisas mais deliciosas que acontecem com a gente, e que se tornam histórias gostosas de lembrar e ouvir mais tarde, são feitas sem computarmos custo-benefício,e sem nos importarmos com perdas futuras.

domingo, 11 de março de 2012

"Não Nasci Pronta"



Esta semana tive a oportunidade de conhecer numa palestra o filósofo MÁRIO SÉRGIO CORTELLA.Antes de começar a palestra,pedi para tirar uma foto com ele (adoro tietar os meus “ídolos”) e dei um feedback:

“Adorei a sua palestra do YOU TUBE “NÃO NASCEMOS PRONTOS”.Me deu um “Super Alívio” saber que não nascí pronta.
Pensei comigo mesma :”Ufa,que bom,ainda posso errar bastante”


Ele me agradeceu e sorriu.Acho que fosse palestrante/escritora/filósofa/professora como ele é ,iria adorar receber feedbacks positivos do meu “público-alvo”.
Por outro lado,foi bom ouvir isso numa palestra: a de que a cada dia posso me reinventar,e buscar ser alguém melhor. É isso que me faz ter esperança na vida,ter vontade de acordar de manhã,ter motivação para trabalhar e estudar. Não preciso ser perfeita nem me sentir tão cobrada por mim mesma.

Relembrei também o último capítulo da novela A VIDA DA GENTE, em que o professor dá sua aula final ,citando um trecho de um famoso escritor brasileiro,que tem o mesmo assunto como tema:


“O mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam, verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra montão."
Grande sertão: Veredas
Guimarães Rosa

quinta-feira, 1 de março de 2012

A doce novela vai deixar saudades.



A novela vai acabar e vai deixar saudades.
Há muito tempo eu não assistia a uma novela tão doce.
As imagens,muito bem trabalhadas e produzidas,alimentam os olhares mais exigentes.
Os textos,verdadeiras terapias para refrescar as almas mais sensíveis.

Valeu conhecer a autora,LICIA MANZO,que pra mim é um MANOEL CARLOS de saias,com seus diálogos verdadeiros e profundos,que mostram as fragilidades de todos os seres humanos.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

CHORANDO JUNTO COM AS VÍTIMAS DAS CHUVAS




Vou contar-lhes uma história da qual eu gosto muito: a de um menino pequeno cuja mãe mandou-ou fazer algo na rua e ele demorou muito para voltar. Quando finalmente regressou, a mãe perguntou-lhe :


- Onde você estava ? Fiquei preocupada.


E o menino respondeu :


- Encontrei um menino da vizinhança com a bicicleta quebrada e que chorava porque não podia consertá-la. Fiquei triste e parei para ajuda-lo.


A mãe perguntou :


- E você sabe consertar uma bicicleta ?


O menino respondeu :


- Não, mas me sentei junto a ele e ajudei-o a chorar.


Quando as coisas estão quebradas e ninguém consegue conserta-las , há sempre algo que podemos fazer : sentar e ajudar os outros a chorar , para que não chorem sozinhos.
Trecho retirado do livro "QUANDO AS COISAS RUINS ACONTECEM COM AS PESSOAS BOAS", de Harold Kushner

Este texto reflete o meu sentimento com relação as vitimas dos soterramentos atuais.