terça-feira, 4 de junho de 2013

CONTOS PARA PRESENTEAR PESSOAS SENSÍVEIS

Hoje quero falar sobre um livro que estou lendo (também) : CONTOS PARA PRESENTEAR PESSOAS SENSÍVEIS,de Enrique Mariscal. Transcrevi um trecho dele para divulgar um dos contos,que conta a história de Victor Frankl: O sentido da Vida A poucos anos da morte do psiquiatra vienense Victor Frankl,sua presença se faz sentir cada vez mais forte entre as pessoas que tiveram a sorte de conhecer sua obra. Sua mensagem,sempre clara,vital,com tenaz senso de humor,profundamente esperançosa nos potenciais espirituais do homem,está totalmente vigente.Sofreu anos de prisão e maus-tratos nos campos de concentração alemães durante a ultima guerra, em 1945. A loucura bélica entre irmãos,a crueldade sem limites,a ignomínia,não quebraram sua alma nem afundaram sua sensibilidade nos horrores do ódio e da vingança.Era um construtor, amava o ser humano até em sua pior expressão e circunstância.Sabia que ia morrer, assumia sua fugacidade e portanto era apaixonado pela vida e pela esperança. Todas as manhãs,ao iniciar suas atividades,e também às noites,no balanço do dia,perguntava-se :”por que terei sobrevido ao campo de concentração? Para fazer o quê ?”Ter superado o extermínio generalizado da prisão que padeceu,capaz de extinguir 97% dos cativos,conferia-lhe um mandato inadiável. Ele confiava na esperança,ou seja no projeto que fincava raízes num porquê,num sentido.As pessoas se deprimem,se curvam,se suicidam por carecer do sustento vivencial,mágico,da esperança,que os gregos chamavam elpidio. Victor Frankl lembra que uma vez esteve a ponto de se entregar à morte.Estava esgotado,desmaiado,era uma interminável caminhada sobre a neve,os pés machucados,faminto,e no próprio momento em que se dispunha a cair abandonado à sua sorte,viu com clareza na sua mente uma imagem: estava falando na universidade para docentes e alunos sobre o sentido da vida.” Não posso morrer agora”,disse para si mesmo,”tenho que dar essa conferência”. Suas intuições, como sua responsabilidade e vida,não foram vãs,especialmente para as pessoas com sensibilidade.

domingo, 2 de junho de 2013

O LIVRO DA JANE FONDA

Ultimamente,sempre que encontro alguém acima dos 40,pergunto: - Você já leu o livro da JANE FONDA? Como quase sempre a resposta é negativa,começo a fazer propaganda do livro.Pra falar a verdade,ler O MELHOR MOMENTO está sendo tão bom que não estou permitindo que ele acabe. Cada dia me encanto mais com a mulher JANE FONDA,que com setenta e poucos anos se mostra mais lúcida e inteligente do que nunca.Sua função no livro é provar que a Terceira Idade pode ser a melhor de todas. A atriz comove quando se mostra menos "mito" e mais humana,provando que uma velhice saudável inclui,não só exercícios fisicos,vitaminas e análise,mas um exercício que ela chama de "REVISÃO DE VIDA" e que ajuda a perdoar quem nos feriu ou magoou.No caso de Jane,ela tinha um problema muito mal-resolvido com a mãe,que havia se suicidado.Depois de fazer uma grande pesquisa,descobriu a história verdadeira,de abuso sexual que a mãe havia vivido na infância,e que a tinha transformado em um ser humano nada afetivo. Sobre a importancia do perdão,o livro tem vários trechos,como este: Zalman Schater-Shalomi descreve vividamente o que a incapacidade ou falta de vontade de perdoar faz conosco: "Por exemplo,quando me nego a perdoar alguém que me ofendeu,mobilizo meu próprio tribunal de justiça interno para punir o criminoso.Como juiz e jurado,sentencio a pessoa a um longo período na cadeia sem direito a perdão,e a encarcero na prisão que construo com os tijolos e cimento de um coração endurecido.Agora,como carcereiro e guarda,tenho de passar tanto tempo na prisão como o prisioneiro que vigio.Toda a energia que invisto na manutenção do sistema carcerário sai do meu "orçamento energético".Desse ponto de vista,guardar rancor é muito "caro",pois sentimentos consolidados de raiva,ressentimento e medo drenam minha energia e aprisionam minha vitalidade e criatividade". Jane também ressalta a importância da meditação para quebrar os padrões mentais antigos e trazer vitalidade,bom-humor e energia. Falar que vale a pena começar logo a ler é redundância.Difícil é eu querer emprestar o meu,pois o livro é ilustrado com exercícios transformadores e energéticos.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

ROTINA REINVENTADA

“Se estamos caminhando em cenas que não sonhamos, quem terá sido o seu autor ?” Esse pequeno trecho é de um grande livro da poeta Elisa Lucinda: “PAREM DE FALAR MAL DA ROTINA". Considero a literatura como uma das grandes auxiliares terapêuticas , pois ajuda a gente a se enxergar melhor através dos olhos sensíveis de um escritor. Elisa desmitifica a rotina, que é considerada a vilã da vida de muitas pessoas.”Parece até que rotina é uma espécie de diaba,de fantasma ou espírito ruim,que vai aparecer na sua casa e ameaçar ou rogar uma praga: Aaahh! Eu vou acabar com o seu casamento agora! Eu não dou um mês para esse casamento acabaaaaar!” Uma certa rotina pode ser até importante na vida de uma pessoa,como diria outro poeta,Fábio de Mello. Segundo ele,existe uma grande diferença entre ROTINA E MESMICE.E é a MESMICE que devemos evitar. “ E mais- volta Lucinda no livro - nós podemos escolher.Se escolher é minha possibilidade, então quem faz a minha rotina ? Quem a escreve? Eu.É esta a resposta e não há como transferi-la para outro. Não fica bem para ninguém falar mal da rotina,porque você é sujeito,autor, roteirista,diretor,produtor,patrocinador e protagonista da sua rotina. Pega até mal falar mal: “Minha rotina é uma merda”.Leia-se que você é uma merda também .Pois é o autor.O cara. “Culpar a nossa rotina como se fosse um monstro é prova de nossa ignorância.Cada rotina traz um script dentro, uma dramaturgia interna,um roteiro específico” Ultimamente estou aprendendo a reescrever meu script de vida.Minha rotina mudou.Estou fazendo meditação e aulas de Inglês pela Internet.Vou começar a produzir um PROGRAMA DE FINANÇAS PESSOAIS. Estou indo ao encontro do que me interesa de verdade.Dá trabalho,mas compensa.Minha rotina mudou e eu estou aprendendo muito.É enriquecedor sempre me perguntar em alguma situação “precisa ser assim?” “vamos tentar de outro jeito?” Quer conseguir alguma coisa valiosa na vida? Redobre sua taxa de erros.Quem não erra é porque nunca tentou nada que valesse a pena.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Projeto "SÃO FRANCISCO"

Imagem:Blog Canção Nova. As vezes,alguns amigos me perguntam do que se trata o tal "PROJETO SÃO FRANCISCO" que eu tanto falo. É um "projeto" inspirado naquela música da Igreja Católica que canta "Senhor,fazei-me instrumento de vossa paz". Penso que o mundo já está cheio de energia ruim o suficiente.Então,para aliviar um pouco este peso,resolvi colocar em prática meu PROJETO SÃO FRANCISCO. Isso não se trata de ser uma "doce pessoa que quer melhorar o mundo".Trata-se de alguém,que,por motivos práticos,quer melhorar o clima em sua volta. Vou citar um exemplo.Recentemente a empresa contratou uma funcionária nova,que apesar de competente,não tinha "força de simpatia",como diria minha mãe.A funcionária antiga,que trabalha com a gente há anos ficou com ciúmes e a rejeitou imediatamente. Como eu vi que as duas traziam resultados para a empresa,comecei a colocar em prática o "PROJETO SÃO FRANCISCO". - Nossa,Amanda.Como você está bonita hoje.A Flávia até comentou ontem comigo de como você se veste bem. A surpresa foi grande: - Ela falou isso? Mas ela não gosta de mim. - Que é isso? Ela é meio fechada.Mas pra mim ela falou que você é ótima funcionária. - Sério? - Sério.Ela nunca vai falar isso com você.Você sabe que ela é meio fechada.Aliás,nem comenta que eu te disse isso.Fica entre nós. Nesse caso não se trata de mentir ou inventar.Trata-se de procurar alguma coisa que realmente existe,uma qualidade que a pessoa realmente tem.Neste caso a "Flávia" realmente achava isso da outra.Mas nunca iria falar. Num outro momento que o "projeto" deu certo durante uma Campanha Política.Campanha Política já é estressante por si só.Um dos terceirizados contratados para cinegrafista,que já era uma pessoa problemática,começou a ligar para o meu marido,fazendo fofoca dos outros contratados.Cada dia ele tinha algo chato para falar de alguém.Apesar de mais velho,parecia uma criança querendo ganhar atenção do pai.Como todos os contratos já estavam fechados e não era interessante pra empresa trocar de cinegrafista(mesmo porque este era um profissional bem disposto e competente,apesar de fofoqueiro),resolvi colocar o "projeto"em ação: - Ontem seus colegas estavam elogiando você com a gente. - Como assim? - Eles estavam comentando sobre a sua disposição pra trabalhar.Disseram que é o mais animado da turma. - Eles disseram isso? - Disseram.Só pediram pra não falar nada com você pra você não ficar "seachão". O clima na empresa e na campanha melhorou muito e não tive que procurar outros profissionais. Então,não se trata de "pura bondade".É uma estratégia para não perder tempo com picuinhas (já parou para pensar o quanto gastamos de tempo e energia com "picuinhas" e "fofoquinhas" que as vezes somos obrigados a ouvir? Claro que se o "projeto" ajudar a melhorar um pouco o clima no mundo,vou ficar feliz de ter sido instrumento de paz.Como São Francisco.

sábado, 12 de janeiro de 2013

O BRILHO NOS OLHOS

“Tenho a sensação de que nossa trajetória nesta vida é dentro de um rio onde,até a metade da nossa existência,podemos somente nos deixar flutuar e sermos levadas. À certa altura,precisamos nadar contra a correnteza, porque o prazer de flutuar já não nos basta.Queremos mais, já conhecemos,vamos ficando exigentes e cada vez menos coisas nos trarão brilho aos olhos.Se simplesmente nos deixamos levar,vamos ficando um pouco reclamonas da falta de sal das coisas,os homens vão ficando no sofá,o controle remoto ajuda,o Facebook também.Temos que nadar contra a correnteza,ir contra o peso dos dias,experimentar se livrar de si, de desrespeitar um pouco,se reinventar e se surpreender.” Essa frase é da atriz Denise Fraga,que eu encontrei numa revista que não lembro o nome. Resolvi recomeçar as postagens do meu Blog com ela. Durante muitos meses fiquei doente.Doente de verdade.Era uma doença silenciosa,que não incomodava muito as pessoas,mas me destruía por dentro.A dor emocional era imensa.A falta de vontade de viver era imensa. Imagino que muitas pessoas no mundo sofram dessa doença e jamais serão diagnosticadas. E quando forem,e resolverem falar com alguém sobre isso,serão desestimuladas a se tratarem.A DEPRESSÃO muitas vezes é confundida com falta de atitude e de fé. No ultimo DIREÇÃO ESPIRITUAL,Padre Fábio de Melo explicou sobre as causas químicas da DEPRESSÃO e os mitos que atrapalham o tratamento. Bom,agora que já falei um pouco sobre isso,quero compartilhar com vocês algo que está me trazendo o tal "brilho nos olhos" que Denise fala no início do Post.Na empresa,começamos há algum tempo atrás,a fazer todas as manhãs o CAFÉ COM PROSA. É uma espécie de "Contação de Histórias",onde trabalhamos textos "terapêuticos" e motivacionais. Vou compartilhar alguns dos textos bacanas com vocês no meu Blog TERAPIA LITERÁRIA. Na verdade,é um sonho antigo que está voltando agora. A idéia é encontrar textos que nos ajudem a elaborar questões pessoais e profissionais. A cada texto comentado,surgem insights e idéias. Uma das funcionárias resolveu voltar a estudar,depois de se sentir mexida ao ler um texto do Blog português FRASES PODEROSAS,de Ruy Gabriel. Acho que o mais legal de tudo é o caminho,a busca.A vontade que tenho de levantar de manhã e descobrir textos que vão me acrescentar e,além disso,transformar vidas.Como a frase da escritora Adélia Prado que uma amiga me mandou:“Não quero faca, nem queijo. Quero a fome.“

sábado, 18 de agosto de 2012

MEMÓRIA AFETIVA

Esses dias estava assistindo na TV a um filme antigo,THE PARENT TRAP,conhecido no Brasil como O GRANDE AMOR DE NOSSAS VIDAS, a história de duas gêmeas que foram separadas na separação dos pais.Uma das gêmeas morava com a mãe,e a outra morava com o pai.Num acampamento de férias,elas acabam se conhecendo por acaso.No início passam a se odiar,mas depois que se descobrem irmãs acabam armando um plano para os pais voltarem. Elas trocam de lugares .A que morava com o pai vai passar uns tempos com a mãe,que não conhecia. E vice-versa. A gêmea que vai morar com a mãe,encontra pela primeira vez com o avô materno.Quando ela o abraça,passa a cheirar sua roupa,seu cabelo,causando um certo constrangimento no velho senhor. - O que você está fazendo,menina? - Construindo uma memória afetiva.- disse ela continuando a cheirar. - Como assim ? - Mais tarde,quando eu estiver me lembrando do senhor,ou contando sobre o senhor para os meus filhos,quero me lembrar não somente do senhor,mas do cheiro que eu sentia quando a gente se abraçava ou conversava. Fiquei tentando usar esta “metáfora” para a vida da minha empresa.Pensando em criar uma “memória afetiva”,como eu sinto quando vou a um local bacana.Na Loja M.Martan eu sinto o cheiro da porta,e me traz ótimas referências sobre ela.No consultório da minha médica,o aroma que ela colocou foi Lavanda Pop,misturando com o cheiro do café delicioso que ela sempre prepara pra mim no maior carinho. Enquanto tento encontrar um “cheiro especial” para colocar na minha empresa para trazer “memórias afetivas” para os clientes,procuro pensar nas ocasiões em que os cheiros estiveram presente na minha vida profissional e pessoal e o quanto foram importantes.

quinta-feira, 29 de março de 2012

"Os "petit-gateau" que encontramos na vida."





Ontem saí com duas amigas minhas para relaxar. Ultimamente tenho procurado equilibrar PRAZERES/DEVERES. Quando a gente se enche de “deveres”(e isso é muito fácil de acontecer,principalmente a gente que é mulher ) e fica com poucos “prazeres” a gente acaba “descompensando”.Então,temos que buscar todas as chances de termos pequenos prazeres (diários ou semanais).

Como toda quarta-feira, ontem teve promoção de PETIT GATEAU numa sorveteria perto da minha casa. Em dias de semana eu procuro evitar as calorias: doces, sorvetes,massas e bebidas alcoólicas (principalmente depois que entrei na academia e comecei a me cuidar melhor).Mas ontem,mais precisamente ontem,eu estava com uma “sede de prazer” muito grande.Então,resolvi me proporcionar um “mimo”,cuidar um pouco de mim como se fosse ainda uma garota de 10 anos de idade,que está saindo com as amigas para se divertir.Uma garota que acha normal tomar um Petit Gateau em plena quarta-feira, e conversar horas e horas com as amigas sem pensar em nada. Nada de computar calorias. Nada de me questionar porque estou saindo com as amigas em plena quarta-feira. Afinal, não é todo o dia que temos uma promoção de sorvete perto da gente.

Então, com a jovialidade mental que adquiri me imaginando de novo com os meus 10 aninhos de idade, saboreei cada pedacinho daquele PETIT GATEAU como se fosse o primeiro e o último PETIT GATEAU da minha vida.

Hoje de manhã,chegando na Academia,subi na balança ,para ver “quanto” aquele Petit Gateau tinha me “pesado”. De 73,90 Kg que eu tinha pesado na terça, passei para 74,10. Ou seja: 200 gramas. Ainda assim valera a pena. E como valera!

Tentei fazer uma metáfora com relação a vida .Muitas vezes temos que abrir mão do controle,de uma vida muito metódica e certinha,para termos acesso as pequenas fontes de prazer que a vida oferece.Lembrei da infância,das várias coisas que gostava de fazer e que parei,muitas vezes até por preguiça,ou comodismo.Lembrei de como gostava de praia, e jamais economizava “cabelo” para tomar um bom banho de mar por causa de uma escova.Depois que cresci, fico me “economizando”,não somente nos banhos de mar,mas nos passeios com os amigos,nas risadas que deixei de dar a toa,nas várias coisas que não me permito mais fazer preocupada com o custo-benefício do que faço,e muitas vezes com que os outros possam pensar de mim.Até sonhos passei a economizar para não correr o risco de não vê-los tornar-se realidade.

Uma hora a gente aprende que não vai ficar aqui para sempre.Que os “Petit-Gateau” da vida estão aí para serem saboreados,sem culpa,e sem pretensão de serem saudáveis.As coisas mais deliciosas que acontecem com a gente, e que se tornam histórias gostosas de lembrar e ouvir mais tarde, são feitas sem computarmos custo-benefício,e sem nos importarmos com perdas futuras.