domingo, 11 de março de 2012

"Não Nasci Pronta"



Esta semana tive a oportunidade de conhecer numa palestra o filósofo MÁRIO SÉRGIO CORTELLA.Antes de começar a palestra,pedi para tirar uma foto com ele (adoro tietar os meus “ídolos”) e dei um feedback:

“Adorei a sua palestra do YOU TUBE “NÃO NASCEMOS PRONTOS”.Me deu um “Super Alívio” saber que não nascí pronta.
Pensei comigo mesma :”Ufa,que bom,ainda posso errar bastante”


Ele me agradeceu e sorriu.Acho que fosse palestrante/escritora/filósofa/professora como ele é ,iria adorar receber feedbacks positivos do meu “público-alvo”.
Por outro lado,foi bom ouvir isso numa palestra: a de que a cada dia posso me reinventar,e buscar ser alguém melhor. É isso que me faz ter esperança na vida,ter vontade de acordar de manhã,ter motivação para trabalhar e estudar. Não preciso ser perfeita nem me sentir tão cobrada por mim mesma.

Relembrei também o último capítulo da novela A VIDA DA GENTE, em que o professor dá sua aula final ,citando um trecho de um famoso escritor brasileiro,que tem o mesmo assunto como tema:


“O mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam, verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra montão."
Grande sertão: Veredas
Guimarães Rosa

quinta-feira, 1 de março de 2012

A doce novela vai deixar saudades.



A novela vai acabar e vai deixar saudades.
Há muito tempo eu não assistia a uma novela tão doce.
As imagens,muito bem trabalhadas e produzidas,alimentam os olhares mais exigentes.
Os textos,verdadeiras terapias para refrescar as almas mais sensíveis.

Valeu conhecer a autora,LICIA MANZO,que pra mim é um MANOEL CARLOS de saias,com seus diálogos verdadeiros e profundos,que mostram as fragilidades de todos os seres humanos.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

CHORANDO JUNTO COM AS VÍTIMAS DAS CHUVAS




Vou contar-lhes uma história da qual eu gosto muito: a de um menino pequeno cuja mãe mandou-ou fazer algo na rua e ele demorou muito para voltar. Quando finalmente regressou, a mãe perguntou-lhe :


- Onde você estava ? Fiquei preocupada.


E o menino respondeu :


- Encontrei um menino da vizinhança com a bicicleta quebrada e que chorava porque não podia consertá-la. Fiquei triste e parei para ajuda-lo.


A mãe perguntou :


- E você sabe consertar uma bicicleta ?


O menino respondeu :


- Não, mas me sentei junto a ele e ajudei-o a chorar.


Quando as coisas estão quebradas e ninguém consegue conserta-las , há sempre algo que podemos fazer : sentar e ajudar os outros a chorar , para que não chorem sozinhos.
Trecho retirado do livro "QUANDO AS COISAS RUINS ACONTECEM COM AS PESSOAS BOAS", de Harold Kushner

Este texto reflete o meu sentimento com relação as vitimas dos soterramentos atuais.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

CARTÃO DE ANO-NOVO



Minha avó dizia: para ser feliz, a gente não precisa sair do lugar, a gente tem que ser o lugar. {Fabricio Carpinejar}

Este cartão que sequestrei da Internet,é uma resposta que encontrei pra enorme angústia que cheguei a sentir nos últimos tempos.

Final de ano parece que a gente tem necessidade de provar pra si mesmo o quanto as coisas deram certo,o quanto produziu a mais do que no ano passado,e principalmente,o quanto foi feliz.É aquela puta ansiedade de ter que mostrar que pode fazer mil coisas o tempo todo,viajar pra mil lugares exóticos,ter a vida maravilhosa e divertida que muita gente do Facebook mostra o tempo todo.

Caiu a ficha.Não sou famosa,minha vida é de muito trabalho,muito pouco reconhecimento,e de,também muitas frustrações.Meus amigos também não são chiques e famosos,não brilham nas colunas sociais,e não nos divertimos o tempo todo nas festas que a Revista Caras mostra toda a semana.

Resumindo:uma vida sem glamour nenhum,mas com uma modesta satisfação de poder ser responsável pelas minhas escolhas e conseguir saborear minhas pequenas conquistas diárias.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Vamos comer um Panetone juntos ?



Tenho uma amiga que é uma mistura de filósofa com terapeuta (embora ela poucas vezes admita isso).

Outro dia estávamos conversando sobre nossos natais e a programação de família.
Ela comentou que este ano não passaria com o namorado,pois este visitaria os filhos em outra cidade.

Falando sobre as compras de Natal,ela comentou que o namorado trouxera um presente,mas que ela havia recusado gentilmente.

-Como assim?-perguntei,achando tudo muito estranho.

-Muito estranho seria isso:"Ele me daria um presente,antes do Natal,e depois eu daria o presente dele".Muito sem-graça.O bom do Natal não é só uma "troca-seca" de presentes.Já combinei com ele que quando ele voltar,vou ter comprado o presente dele também,vamos sentar,comer um Panetone juntos,conversar muito e principalmente celebrar.Caso contrário o significado do Natal fica vazio.Vira só comércio.

Achei brilhante a reflexão.A partir deste ano,antes de pensar somente em trocar presentes,vou chamar cada pessoa que é preciosa pra mim, para comer um pedaço de panetone comigo,e trazer mais significado pro meu Natal.

Feliz Natal!

sábado, 3 de dezembro de 2011

DIZER ADEUS A CADA DIA....



Recentemente li um livro que está me fazendo pensar muito na vida.É a história verdadeira do neuropsiquiatra David Schreiber,autor do também famoso livro: ANTICÂNCER.O livro,"PODEMOS DIZER ADEUS MAIS DE UMA VEZ" é a despedida do médico que foi um grande pesquisador de como melhorar a qualidade de vida de todos que tem ou já tiveram câncer na vida.

Eis um trecho:

"Outro pensamento que sempre foi de imensa ajuda,desde que o câncer entrou em minha vida, continua fortalecendo minha alma.É quando me lembro da evidência de que,afinal,não sou o único que deverá morrer.Não é como se eu tivesse sido injustamente punido,jogado numa masmorra,a água e pão seco.Não,todos deverão passar por isso um dia"


Talvez esta última seja a frase principal.Todos vamos morrer um dia.
Fico pensando: Dr David morreu com 50 anos.Daqui a 4 anos,se tiver sorte,deverei fazer 50.Se eu morrer aos 50 anos (espero sinceramente que isso não aconteça),tenho a sensação de que até o momento eu me diverti muito pouco na vida.

Trabalhar é bom,pensar no futuro também é bom....Mas acho que existe um momento em que a gente olha pra cima e se pergunta quando é que vai começar a me divertir... Eu fui o "tipo do cara" que sempre pensou no dia de amanhã e o meu hoje foi passando,muitas vezes sem a minha presença...

Ler o livro de Schreiber é ter a coragem de entrar em contato com nosso maior medo,e ao mesmo tempo,poder encontrar nessa verdade a libertação para uma vida de maior qualidade.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

MAIS UM VICIADO (Graças a Deus!)




Tudo começou quando ele chegou pra mim e me pediu ansioso:

-Mãe,por favor,me arranja 20 reais aí.Tô indo no Shopping comprar um livro.

Eu tinha certeza que não ouvira aquela frase.

-É isso mesmo.Eu vi a Luiza comprar um livro de presente para a amiga dela e fiquei com vontade de comprar um pra mim também.

Coloquei a mão na testa dele:

- Você tem certeza que não está com febre?

Não era febre.Finalmente,depois de 16 anos,meu filho tinha se tornado mais um viciado...em livros.Algo que eu sempre tentara conseguir,desde que ele era pequeno mas nunca tinha conseguido.No dia em que eu já tinha esquecido,e nem pensava mais nisso,o vício apareceu na vida dele.

Chegou em casa com um livro na mão e não desgrudou dele até terminar.

-Mãe,só tenho uma notícia ruim.

-O quê,menino?

-O livro é uma Saga.Este que eu acabei de ler é só o primeiro.São 11 volumes.

Alívio.Só 11 volumes? Bobagem.Tanta mãe pagando internação pra filho viciado em crack.O meu tá viciado em livros.Beleza.O mundo é lindo.O que são 11 volumes multiplicados por 30 reais?

Traficante ele não vai virar, de livros,para se auto-sustentar.Mas já vendeu seu primeiro volume(pela metade do preço) e conseguiu viciar mais um colega,que já está lendo.Um outro da turma está esperando o rapaz terminar pra pegar emprestado com ele.

Quem sabe assim começa uma Corrente do Bem Viciante Livral que pode ajudar a outros jovens a se livrarem de vícios degradantes? Vamos aguardar.Para quem esperou 16 anos,não custa nada esperar mais um pouquinho.